domingo, 9 de maio de 2010

Apenas algumas reflexões triviais


Pintura de Claude Monet

Já faz uns dias em que não coloco as minhas idéias no papel. Sinto falta, pois escrever liberta. O tema do post de hoje? Nada de especial, caro leitor. Apenas meras reflexões . Não passam de constatações corriqueiras e cotidianas, talvez.

Pois bem... dia desses, estava eu num consultório médico a espera da consulta. Para passar o tempo e tranqüilizar a espera comecei a olhar uma das revistas, itens indispensáveis em qualquer sala de espera (tática quase infalível para controlar a ansiedade das pessoas).

Na revista em que folheava encontrei uma pequena crônica. O texto simples era uma lista de resoluções de vida, daquelas que costumamos fazer nos finais de ano. Cada item desta lista apresentava uma mudança de atitude nossa que poderia nos tornar uma pessoa melhor.

Essa lista me fez pensar em como é importante termos metas de vida, traçar objetivos, e principalmente sonhar. Atrevo- me a dizer que a maior riqueza de uma pessoa são os sonhos dela. Uma pessoa sem sonhos está imersa no vazio, a vida perde o sentido. Os sonhos, assim como a esperança, é o que nos leva a seguir em frente. Mais uma vez a sabedoria popular pede passagem “ a esperança é a última que morre”.

É muito triste quando alguém diz que não tem mais sonhos nem esperança. É preciso pensar nestas duas palavrinhas a cada dia em que acordamos. Quando os sonhos são realizados e os desejos alcançados é preciso descobrir novos sonhos.

É preciso sempre acreditar no próprio sonho. Todas as vezes em que me dizem que não vou conseguir algo, transformo essa energia em motivação. Digo a mim mesma “ vou te provar que irei conseguir sim”. O impossível só é impossível até alguém ir lá e torná-lo possível.

Caros leitores, cada um tem a sua própria forma de administrar sua lista de resoluções. Desejo que cada um de vocês redesenhe os seus sonhos a cada dia, e principalmente trabalhem muito para torná-los realidade. E quando conseguir concretizá-los, redescubram novos sonhos e comecem tudo de novo.

Este o sentido da vida. A felicidade existe para nunca ser alcançada porque ser feliz é essa eterna busca pela felicidade. E são as pequenas conquistas dessa busca que tornam a vida mais doce. Certa vez li em algum lugar que ter esperança é ser feliz com o que ainda nem aconteceu, pois bem... pensem nisso.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Quer um conselho?

Oráculo de Delfos na Grécia

Tem um ditado popular que diz “se conselho fosse bom, ninguém dava de graça”. Mas será verdade? Quem de nós não costuma recorrer aos amigos, à família pedindo um bom conselho na hora em que a coisa aperta? Na maioria das vezes sabemos qual direção seguir, mas pedimos o conselho só para ter aquele empurrãozinho, uma espécie de afirmação na nossa opinião, um apoio para as nossas idéias.


O problema é quando uma pessoa muito próxima e na qual confiamos nos aconselha a seguir uma direção diferente. E ai? Como proceder? O melhor conselho é: siga a própria intuição. Mas é preciso autoconhecimento para conseguir escutar aquela “voz” interior chamada consciência.


O hábito de pedir conselho é mais antigo do que imaginamos. Uma das primeiras fontes de conselho de que há registro foram os oráculos da antiguidade clássica. Contam os livros de história que reis e generais gregos costumavam recorrer aos oráculos antes tomar decisões importantes que envolviam questões de vida ou de morte.


Na semana passada, a revista Época trouxe uma matéria destacando exemplos de conselhos seguidos por várias personalidades. O A idéia é selecionou alguns destes conselhos e conversou com outras pessoas a respeito do assunto. Esta seleção pode ser conferida a seguir:


Nunca se explique: "Era 1964. Eu tinha 30 anos e estava fazendo pós-graduação nos Estados Unidos. No Brasil, o golpe militar trouxe um clima em que qualquer coisa era subversão. Não era preciso fazer nada para ir preso. Muitos amigos meus foram assassinados. Eu escrevia artigos falando de liberdade, nada explícito contra o regime, mas é claro que eu era contra ele. E assim ganhei inimigos. Eu tinha sido pastor. Pessoas que não gostavam de mim dentro da igreja começaram a me fazer acusações. Nada era claro. Nunca sabemos direito como são as coisas. Chegavam mensagens do tipo ‘consta que existe um documento contra você’ e tal. Eram ameaças. E, naquela época, até provar que focinho de porco não era tomada elétrica... Eu quis me defender. Publiquei artigos em revistas americanas para me explicar. Não houve repercussão. Foi então que meu professor de filosofia na universidade, muito sábio, me deu o melhor conselho que já me deram na vida. Ele me disse: ‘Rubem, nunca se explique. Para seus amigos, não é preciso se explicar. Para seus inimigos, é inútil se explicar’. Eu tentei seguir o conselho. Sempre tento, mas muitas vezes eu desobedeço. Ninguém segue conselho, né?" (Rubem Alves, escritor)


Somos todos seres iguais: "Certa vez, eu estava melindrada por ter de conversar com o reitor da universidade onde estudava. Eu tinha 19 anos, e meu pai me disse: ‘Nunca tenha medo ou timidez ao falar com quem quer que seja. Lembre-se sempre de que somos todos homens mortais, iguais, acima de qualquer cargo, profissão e status. Mesmo se estiver diante da maior autoridade que você reconheça, encare-a de igual para igual. Nem de cabeça baixa, pois não deve ter vergonha, nem de nariz em pé, pois tem de manter a humildade. Encare-a de frente, como iguais que são’. Essas palavras me acompanham sempre, são como um eco do meu pai em mim. Sempre fui muito respeitosa, quase tímida quando mais menina, e sempre tive medo de dizer não, de desagradar. Uma terapeuta me disse uma vez que eu sou uma pessoa que gosta de agradar. É verdade. Mas o conselho do meu pai me ajuda até hoje a não ter medo de me colocar, de questionar. Ele me fez ser mais forte e confiante." (Juliana Paes, atriz)


Antes de adiar algo importante, pense ‘por que tem medo de executar essa tarefa?’:

“A conclusão que podemos tirar, observando as pessoas (e, principalmente, a nós mesmos) é que esse conselho se aplica a várias coisas na vida. Quando você desconta um sentimento em alguém; evita uma pessoa ou assunto; desiste de um compromisso ou até mesmo quando deixa "as coisas" para a última hora, tudo isso são maneiras diferentes de adiar resoluções importantes. É comum condenarmos a mentira. Mas a omissão, muitas vezes, pode causar tantos prejuízos quanto um falso testemunho. Se olharmos com atenção, adiar atividades é o mesmo que omitir para si mesmo aquilo que incomoda. Escondemos de nós mesmos o que nos dá medo. E como pra tudo há uma justificativa, fica aqui mais um conselho: toda vez que estiver inquieto(a), seja honesto consigo mesmo e pergunte-se: o que realmente me incomoda?” (Monica Pinheiro, jornalista)



domingo, 7 de março de 2010

Em busca do Equilíbrio

A natureza é o maior exemplo de equilíbrio

Ah se parássemos um pouquinho a nossa rotina. Poderíamos observar que grande parte dos nossos males se originam da falta de equilíbrio. Assim, poderíamos mudar de postura e buscar o equilíbrio nas nossas vidas, na relação com a natureza e com o próximo.

Já observaram como a natureza é perfeita? Como tudo tem seu tempo, acontece na hora certa, numa perfeição que até hoje a ciência não consegue explicar? O segredo disso tudo é simples: a natureza funciona em perfeito equilíbrio. Mas quando, porventura, este equilíbrio é abalado, o resultado nós já sabemos: temporais, terremotos, aquecimento global, fome, miséria e por ai vai.

Contudo, encontrar este equilíbrio não é uma das tarefas mais fáceis, caro leitor. O ser humano tem uma tendência nata ao exagero. Muitos não sabem a medida certa: bebem, amam, sujam, gritam, comemoram demais. Perceberam como até as coisas boas quando passam do ponto são prejudiciais? “Tudo que é demais, enjoa”, olha ai a sabedoria popular nos aconselhando a buscar o equilíbrio.

A busca do equilíbrio em todas as áreas das nossas vidas pode ser o segredo do sucesso e do bem-estar consigo mesmo. Até mesmo porque é muito difícil ficar plenamente bem quando alguma área da vida está fora do eixo.

Quer um conselho, comece a observar mais a natureza e tente trazer este equilíbrio para a sua vida. Comece buscando a medida certa, daqui a pouco você encontra a dose ideal, fuja do exagero!

Na busca do equilíbrio, siga esta idéia:

Noites de sono bem dormidas são essenciais para o equilíbrio do nosso corpo e da nossa mente. Portanto, algumas dicas: tenha entre 7 e 9 horas de sono diariamente; evite “beliscar” comida antes de dormir e ingerir líquidos; desligue todos os aparelhos que emitam luzes piscando - você pode achar que não está vendo nada, mas seu cérebro vê; evite despertadores barulhentos e prefira os que aumentam o som gradualmente; e tente ir para a cama mais cedo.
As dicas acima foram sugeridas por especialistas no programa Alternativa Saúde, do canal GNT.

Imagem: Ligia Borges

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Isso vai passar



Por hoje... pensemos na idéia a seguir:

A tradição ‘sufi’ conta a história de um rei que vivia cercado de sábios. Certa manhã, enquanto conversavam, o rei mostrava-se mais calado que de costume.

“O que passa com Vossa Majestade?”, perguntou um dos sábios.

“Estou confuso”, respondeu o rei. “Às vezes, me deixo dominar pela tristeza, sinto-me impotente diante de minhas tarefas. Outras vezes, fico embriagado com o poder que tenho. Gostaria de um talismã que me ajudasse a estar em paz comigo”.

Os sábios – surpresos por tal pedido – ficaram longos meses confabulando. No final, foram até o rei com um presente.

“Gravamos palavras mágicas no talismã. Leia-as em voz alta, sempre que estiver muito confiante, ou triste demais”, disseram.

O rei olhou o objeto que havia pedido. Era um simples anel de ouro e prata, mas com uma inscrição: “Isso vai passar”.

A ideia de tudo isso é: por pior ou melhor que seja o momento pelo qual passa, lembre-se sempre: Isso também vai passar.

Imagem: Ligia Borges

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A palavra de ordem é sustentabilidade

Do jeans às compras públicas a ideia é a sustentabilidade. Nunca se falou e escutou-se tanto falar de preservação ambiental, mudanças climáticas, aquecimento global, eco bags, reciclagem. Estas são as palavras de ordem da mídia, dos discursos de autoridades, das empresas, dos ambientalistas, é claro. Mas o que vem a ser essa tal de sustentabilidade?


O conceito não é tão recente. Surgiu por volta dos anos 70, quando despontou com força a ideia de Desenvolvimento Sustentável, ou seja, começou-se a pensar num modelo de desenvolvimento econômico, político, social, cultural e ambiental equilibrado. A chave do desenvolvimento sustentável é a satisfação das necessidades da geração atual, sem comprometer a sobrevivência das gerações futuras.


Hoje, os desastres ambientais, as catástrofes, o consumo desenfreado, o aumento nas temperaturas, o acúmulo e o excesso de tudo tem obrigado as pessoas a retomarem este conceito, a fim de garantir a própria existência do planeta (sem exageros), num futuro próximo.


Aqui no Brasil, o Governo Federal resolveu dar o exemplo: uma Instrução Normativa do Ministério do Planejamento, de janeiro deste ano, determina que a sustentabilidade seja um dos critérios utilizados na aquisição de bens e na contratação de obras e serviços da Administração Pública. Com esta atitude, espera-se também que a máquina pública utilize os recursos públicos de forma sustentada, visando à economia e à redução do consumo de energia e água, assim como a utilização de tecnologias e materiais que reduzam o impacto ambiental.


Na outra ponta, os empresários também estão ligados na sustentabilidade. A indústria da moda, por exemplo, tem incorporado este conceito no desenvolvimento de peças de roupas orgânicas, projetadas de forma a economizar água, sabão e energia. É o caso do jeans ecológico. Segundo a Revista Istoé, a novidade foi apresentada numa feira sobre sustentabilidade em Berlim no ano passado.


Aqui no Brasil, uma empresária resolveu adaptar as técnicas e desenvolveu o jeans que não é lavado nem precisa passar. A peça fica limpa apenas no processo de congelamento, no freezer caseiro. O material do qual é feito as roupas é orgânico (algodão, fibras e tingimentos) e não leva agrotóxico em nenhuma das etapas- da matéria-prima á confecção. Mas aviso aos navegantes, o preço do jeans ainda não é tão acessível. Deve ficar em torno de R$ 300.Contudo, vale lembrar que existem “Ns” formas de ser sustentável. Para finalizar, uma pequena listinha:



  • Apague a luz quando não estiver num ambiente;
  • Evite deixar os aparelhos no modo stand by, eles continuam consumindo energia;
  • Feche a torneira enquanto escova os dentes. O mesmo vale para o chuveiro;
  • Utilize o transporte público, a bicicleta, seus pés para se deslocar para o trabalho, escola, etc;
  • Economize papel, imprima só quando for realmente necessário.


Imagem: Revista Istoé


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Alvin e os Esquilos 2

O trio de esquilos mais queridinhos do cinema está de volta, e desta vez vão enfrentar uma banda rival com integrantes da mesma espécie, chamadas as Esquiletes. Além de ser um bom pretexto para reunir toda a família no cinema, o filme Alvin e os Esquilos 2 (Alvin and The Chipmunks II) é a aposta da indústria cinematográfica para animar as férias da garotada. Assinado pela diretora Betty Thomas, a continuação das aventuras dos esquilinhos Alvin, Simon e Theodore agora inclui mais números musicais, emoção e muitos efeitos especiais, que tornam os bichinhos ainda mais humanos e admirados pelo público.

Nesta continuação, impulsionada pelo sucesso do primeiro f
ilme Alvin e os Esquilos (Alvin and the Chipmunks-2007), o compositor Dave Saville, responsável pelos “meninos”, sofre um acidente e é hospitalizado. Sem poder cuidar dos “garotos”, Dave despacha Alvin, Simon e Theodore para a casa da tia. Mas a tia de Dave também sofre um acidente, e o trio acaba ficando sob os cuidados de Toby, o primo moderninho e meio desajeitado. Dando seqüência a aventura, os esquilinhos são mandados para a escola, onde são convidados pela diretora para participar de um festival de música.

Neste festival o trio se depara com três esquilinhas encantadoras, que cantam e encenam coreografi
as, imitando divas da música pop como Beyoncé. Ao som de” Single Ladies”, da cantora americana, as esquiletes dançam e deixam os rapazes esquilinhos completamente apaixonados. Como todo bom filme, o clima de romance no ar guia as aventuras dessa turma. O papel do vilão fica por conta do empresário inescrupuloso Ian, que tenta enganar as “esquilas” e colocá-las na defensiva em relação a Alvin e seus irmãos. O desfecho desta aventura ocorre durante o concurso musical da escola com um grande show com Alvin, seus irmãos e as esquiletes dividindo o palco.

Segundo a Revista Istoé, Alvin e os Esquilos 2 tem deixado o filme “ Lula, o Filho do Brasil” para trás. Enquanto os bichinhos movimentaram cerca de R$ 6 milhões nas bilheterias, o filme que conta a história do presidente rendeu aproximadamente R$ 1 milhão em todo o país até agora. Alvin e seus amigos já existiam, originalmente, no formato de desenho animado. O sucesso fez com que Hollywood o transformasse em filme, e diante da bilheteria, os americanos trataram logo de pensar numa seqüência. Mas apesar do encanto e carisma dos personagens, o público não deve ir ao cinema buscando um enredo que seja diferente das triviais versões high school adolescente do cinema americano.


Imagem: Divulgação/Istoé

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O ano começa

Russos dão as boas vindas a 2010

Bem-vindo 2010. Ganhamos um ano inteirinho, novinho em folha para fazer e acontecer. E hoje, primeiro de janeiro, é só o começo desse novo tempo. Alguém saberia me dizer por que motivo janeiro é o primeiro mês do ano? Fomos buscar esta resposta no berço da nossa civilização: Roma. Ninguém melhor do que eles para nos ensinar mais este porquê. Segundo conta a mitologia romana, o primeiro mês do ano homenageia Jano. O deus grego possuía duas caras. Uma delas olhava para frente, saudando o novo ano que chega, enquanto a outra olhava para trás, se despedindo do ano que passou. Por isso janeiro é o mês escolhido no nosso calendário para iniciar esta passagem. Para saudar este ano que começa deixo aqui a receita do poeta Carlos Drummond de Andrade.

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo

cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido

(mal vivido ou talvez sem sentido)

para você ganhar um ano

não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,

novo

até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,

mas com ele se come, se passeia,

se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens

(planta recebe mensagens?

passa telegramas?).


Não precisa fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependido

pelas besteiras consumadas

nem parvamente acreditar

que por decreto da esperança

a partir de janeiro as coisas mudem

e seja tudo claridade, recompensa,

justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,

direitos respeitados, começando

pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um ano-novo

que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre.


Imagem: Ilya Naymushin /Reuters